segunda-feira, 5 de maio de 2025

89 ANOS DE AVIAÇÃO NO ACRE: PIONEIRISMO

 AVIAÇÃO NO ACRE COMPLETA 89 ANOS COM PIONEIRISMO E ACIDENTES EMBLEMÁTICOS

Foto: imagem do Taquary I Autor desconhecido/internet

Em 2025, a aviação no Acre celebra 89 anos de uma trajetória marcada por pioneirismo, desafios logísticos e um papel crucial na integração de um estado que ainda hoje sofre dificuldades de acesso por terra e água. Desde os primeiros voos na década de 1930, a aviação tem sido a espinha dorsal do transporte no Acre, conectando comunidades remotas, viabilizando o acesso a serviços essenciais e impulsionando o desenvolvimento econômico.

A história da aviação no Acre remonta a 1936, o lendário hidroavião Taquary “aquatissou” nas águas no rio Acre, no estirão do Bagé, em Rio Branco, onde hoje se localiza o bairro que foi batizado com o nome da aeronave, segundo registro do historiador acreano Marcos Vinicius Neves em publicação do jornal A Gazeta, em 2015. Foi então quando o interventor federal do Acre, Manoel Martiniano Prado, proclamou que o Acre deveria entrar para a modernidade nas asas dos aviões, num tempo em que o isolamento dos acreanos era quase absoluto.

Da “ousadia” do interventor, e pela mão de obra de famílias acreanas, nasceu, então, o primeiro “Campo de Aviação” do Acre, onde passaram a pousar os aviões da Panair, da Cruzeiro e do Correio Aéreo Nacional (CAN). Era o início da história da aviação no Acre. Em pouco tempo, João Donato Filho se tornaria o primeiro piloto acreano, razão pela qual batiza um dos helicópteros do estado na atualidade.

De lá para cá, 12 dos 22 municípios do Acre possuem aeródromos, alguns com habilitação para receber voos noturnos, graças a investimentos recentes do Governo do Estado. Apenas Acrelândia, Assis Brasil, Bujari, Capixaba, Epitaciolândia, Mâncio Lima, Plácido de Castro, Rodrigues Alves, Senador Guiomard e Porto Acre não possuem pista para pousos e decolagens.

1951: O desastre de “Tarauacá”

No dia 30 de abril de 1951, por volta das 17h15, um avião monomotor Beechcraft Bonanza, batizado de “Tarauacá”, de prefixo PP-HTE, saiu de Rio Branco com destino a Xapuri a serviço do Governo do Acre. A bordo, o piloto Manoel de Sousa Fortes e os passageiros José Raimundo Melo e Miguel Gomes Bezerra. De acordo com testemunhas, na chegada a Xapuri, o avião sobrevoou a cidade, depois voou baixo sobre a pista, e ao tentar recuperar altitude se chocou contra a copa de uma castanheira, perdendo uma das asas e caindo ao chão já com as chamas altas. Todos os ocupantes morreram.

Curiosamente, segundo o radialista e professor Nader Sarkis, neto de José Raimundo de Melo, com base em relatos da família, o rasante em cima da pista, que ocorreu pouco antes da tragédia, era prática comum do piloto Manoel Gomes para avisar a esposa de sua chegada.

“Pela história que ouço desde criança, o avião caiu após o piloto fazer um voo rasante sobre a cidade, como maneira de avisar a sua noiva de sua chegada, como era habitual fazer. Após a queda, meu pai, Elias Sarkis, junto com o Afonso Zaire, se deslocou rumo ao lugar do acidente e avistou a fumaça do avião, na região do igarapé Santa Rosa”, disse ao ac24horas em matéria publicada em 12 de julho de 2020. A reportagem não encontrou dados sobre a investigação, que segundo o jornal O Acre, na época, ficou a cargo do Capitão Milton de Braga Rola. Fonte:

Por: Copyright© 2025 @Flávio Santos

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