CONVITE DE CELEBRAÇÃO DOS 105 ANOS DA ESCOLA JOÃO RIBEIRO EM
TARAUACÁ E PROJETO ABRIL INDÍGENA
A Escola
Estadual João Ribeiro foi a primeira escola criada no Município de Tarauacá.
Fundada em 20 de Abril de 1921, no Governo de Dr. Epaminondas Jácome, 1º
Governo do Território do Acre, Recebeu o nome de Grupo Escolar João Ribeiro,
situada à Rua Generalíssimo Deodoro, ministrando e ensino de 1ª à 4ª série.
Sendo sua 1ª diretora a professora Ernestina de França Cardoso. Em de 1952,
passou a funcionar na Avenida Antônio Frota, nº120, local onde se encontra até
hoje. A partir do Decreto Governamental de novembro de 2003, a Escola João
Ribeiro passou a ser denominada Escola de Ensino Fundamental e Médio João
Ribeiro, por a Escola oferecer o Ensino Médio na modalidade de E.J.A.
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João Ribeiro
(J. Batista R. de Andrade Fernandes), jornalista, crítico, filólogo,
historiador, pintor, tradutor |
João
Ribeiro, Sergipano de Laranjeiras, empresta seu nome ao Grupo Escolar que foi
criado em 20/04/1921, sendo dirigido pela professora Ernestina de França
Cardoso. Muitos não conhecem a biografia desse homem que foi um grande
intelectual da época. Segundo ocupante da Cadeira 31, eleito em 8 de agosto de
1898, na sucessão de Luís Guimarães Júnior e recebido pelo Acadêmico José
Veríssimo em 30 de novembro de 1898.
João Ribeiro
(J. Batista R. de Andrade Fernandes), jornalista, crítico, filólogo,
historiador, pintor, tradutor, nasceu em Laranjeiras, SE, em 24 de junho de
1860, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 13 de abril de 1934.
Era o
segundo filho de Manuel Joaquim Fernandes e de Guilhermina Ribeiro Fernandes.
Órfão de pai muito cedo, foi residir em casa do avô, Joaquim José Ribeiro, que
era um espírito liberal, admirador de Alexandre Herculano. No inquérito do
Momento Literário, de João do Rio, declarou João Ribeiro atribuir a maior
importância, para a formação do seu espírito a essa fase de sua vida, quando as
excelentes coleções de livros do avô caíram-lhe nas mãos. Além de dedicar-se à
leitura, iniciou-se na pintura e na música. Depois de ter concluído na cidade
natal os primeiros estudos, transferiu-se para o Ateneu de Sergipe, em Aracaju,
onde sempre se destacou como o primeiro da classe. Foi para a Bahia e
matriculou-se no primeiro ano da Faculdade de Medicina de Salvador. Constatando
a falta de vocação abandonou o curso e embarcou para o Rio de Janeiro, para
matricular-se na Escola Politécnica. Simultaneamente continuava a estudar
arquitetura, pintura e música, os vários ramos da literatura e sobretudo
filologia.
Desde 1881,
dedicou-se ao jornalismo e fez-se amigo dos grandes jornalistas do momento,
Quintino Bocaiúva, José do Patrocínio e Alcindo Guanabara. Ao chegar ao Rio,
trazia os originais de uma coletânea de poesias, os Idílios modernos. Seu amigo
e conterrâneo Sílvio Romero leu esses versos e publicou sobre eles um alentado
artigo na Revista Brasileira (tomo IX, 1881). Mesmo assim João Ribeiro decidiu
não publicá-los. Trabalhou, a princípio, no jornal Época (1887-1888),
multiplicando-se por várias seções, sob diversos pseudônimos: Xico-Late, Y.,
N., Nereu. Em 1888-89 estava no Correio do Povo, com o seu "Através da
Semana", onde assinava com as suas iniciais e também com o pseudônimo
"Rhizophoro".
Apaixonado
pelos assuntos da filologia e da história, João Ribeiro desde cedo dedicou-se
ao magistério. Professor de colégios particulares desde 1881, em 1887
submeteu-se a concurso no Colégio Pedro II, para a cadeira de Português, para a
qual escreveu a tese "Morfologia e colocação dos pronomes." Contudo
só foi nomeado três anos depois, para a cadeira de História Universal. Foi
também professor da Escola Dramática do Distrito Federal, cargo em que ainda
estava em exercício quando faleceu. A sua atividade intelectual irá se desdobrar
com a do autor de vasta obra nas áreas da filologia, da história e do ensaio.
Escrevia então para A Semana, de Valentim de Magalhães, ao lado de Machado de
Assis, Lúcio de Mendonça e Rodrigo Octavio, entre outros. Ali publicou os
artigos que irão constituir os seus Estudos filológicos (1902).
A partir de
1895 fez inúmeras viagens à Europa, ora por motivos particulares, ora em
missões oficiais. Representou o Brasil no Congresso de Propriedade Literária,
reunido em Dresden, bem como na Sociedade de Geografia de Londres. Mantinha-se
em contato com seus leitores brasileiros através de colaborações no Jornal do
Comercio, no Dia e no Comércio de São Paulo. A última fase de atividade na
imprensa foi no Jornal do Brasil, desde 1925 até a morte. Ali escreveu
crônicas, ensaios e crítica.
Em 1897, ao
criar-se a Academia, estava ausente do Brasil e por isso não foi incluído no
quadro dos fundadores. Em 1898, de volta, ocorreu o falecimento de Luís
Guimarães Júnior. A Academia o escolheu para essa primeira vaga. Foi eleito no
dia 8 de agosto de 1898 (por 17 votos), tendo tido como concorrente José
Vicente de Azevedo Sobrinho (nenhum voto), que mais tarde foi diretor de
Secretaria da Academia. Houve naquela primeira eleição três votos em branco.
Foi recebido em 30 de novembro daquele mesmo ano, por José Veríssimo. Na
Academia, fez parte de numerosas comissões, entre as quais a Comissão do
Dicionário e a Comissão de Gramática. Foi um dos principais promotores da
reforma ortográfica de 1907. Seu nome foi apresentado diversas vezes como o de
um possível presidente da instituição, mas ele declinou sistematicamente de
aceitar tal investidura. Em 22 de dezembro de 1927, porém, a Academia o elegeu
presidente. João Ribeiro apresentou, imediatamente, sua renúncia ao cargo.
Possuidor de
larga cultura humanística, versado nos clássicos de todas as literaturas,
dotado de aguda sensibilidade estética. O livro Páginas de estética, publicado
em 1905, encerra o seu ideário crítico. Seu sentido estético o fazia inclinado
a valorizar os aspectos técnicos, estruturais e formais da obra literária,
embora fosse um crítico impressionista, com tendência à tolerância e estímulo
aos autores, sobretudo os novos. FONTE:
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