quinta-feira, 10 de setembro de 2026

ÁRBITRA ASSISTENTE EM JORDÃO: "MÍSTICA"

 MARIA MÍSTICA FAZ HISTÓRIA COMO PRIMEIRA MULHER ÁRBITRA ASSISTENTE NO CAMPEONATO DE FUTEBOL DE CAMPO DE JORDÃO/AC EM 2026

Fotos/Acervos Maria Mística Oliveira/Reprodução

Pioneirismo, dedicação e amor pelo futebol marcam a trajetória da jovem que abriu espaço para as mulheres na arbitragem do município de Jordão, no Acre.

O futebol de campo de Jordão, no interior do Acre, vive um momento histórico em 2026. Pela primeira vez, uma mulher assume a função de árbitra auxiliar em uma competição oficial do município. O nome que entra para a história é o de Maria Mística Oliveira de Queiroz, que vem conquistando seu espaço na arbitragem com dedicação, conhecimento e muita determinação.

A trajetória de Maria Mística representa mais do que a participação de uma mulher dentro das quatro linhas. É também um importante passo para o fortalecimento da presença feminina no futebol e para a abertura de novas oportunidades para outras mulheres que sonham em atuar na arbitragem esportiva.

Buscando aperfeiçoamento e qualificação, Maria Mística participou de curso de arbitragem realizado em Rio Branco, ampliando seus conhecimentos sobre as regras do futebol, posicionamento, sinalização e atuação da equipe de arbitragem.

Outro momento marcante de sua trajetória foi sua presença na entrega de certificados que contou com a participação do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), experiência que reforçou ainda mais a importância de sua formação e de sua caminhada dentro da arbitragem.

Estréia histórica no Campeonato de Jordão 2026. O momento mais especial veio agora, quando ‘Mística’ teve a oportunidade de atuar em sua primeira partida no Campeonato de Futebol de Campo de Jordão.

Ao entrar em campo como árbitra auxiliar, ela não representava apenas a si mesma. Carregava consigo o simbolismo de ser a primeira mulher a exercer essa função no futebol de campo do município, escrevendo uma nova página na história esportiva de Jordão.

Com a bandeira nas mãos e a responsabilidade de auxiliar a arbitragem durante a partida, ‘Mística’ mostrou que competência, preparação e compromisso são fundamentais para quem deseja construir uma carreira no futebol.

Um exemplo para novas gerações: A presença de ‘Mística’ na arbitragem também serve de inspiração para meninas e mulheres que acompanham o futebol em Jordão. Durante muitos anos, a arbitragem foi vista predominantemente como um espaço masculino. Hoje, mulheres vêm demonstrando que podem ocupar diferentes funções dentro do esporte, seja como atletas, treinadoras, dirigentes ou árbitras.

O pioneirismo de Maria Mística Oliveira de Queiroz poderá, portanto, contribuir para que outras mulheres do município se sintam encorajadas a buscar formação e ingressar na arbitragem.

Sua história começa a ser construída justamente em um momento importante para o futebol de Jordão. E sua estreia no Campeonato 2026 ficará registrada não apenas pelo jogo em que trabalhou, mas pelo significado de ter sido a primeira mulher árbitra auxiliar do futebol de campo do município.

Um novo capítulo no futebol de Jordão: Mais do que uma estréia, Maria Mística protagoniza uma mudança. Sua caminhada demonstra que o futebol é um espaço aberto para quem tem dedicação, conhecimento e vontade de aprender.

O município de Jordão passa a contar com uma representante feminina na arbitragem, e Maria Mística Oliveira de Queiroz entra para a história como uma mulher que teve coragem para ocupar seu espaço e ajudar a construir um novo capítulo do futebol jordanense. Que sua trajetória seja apenas o começo de muitas outras mulheres empunhando a bandeira da arbitragem nos campos do Acre.

Histórico: Maria Mística Oliveira de Queiroz, natural de Jordão/Ac e, atualmente, estou atuando como árbitra assistente no Campeonato Municipal de Futebol de Campo de Jordão. Trablha também como docente na educação.

Sua trajetória na arbitragem começou com o curso de formação de árbitros, ministrado pela Federação de Futebol do Acre (FFAC), em Rio Branco. O curso teve duração de seis meses, de junho a dezembro de 2025.

O seu interesse pela arbitragem surgiu a partir do momento em que seu esposo iniciou o curso. Ela sempre gostou muito de futebol. Inclusive, jogou futebol durante um bom período, mas, depois de sofrer lesões nos dois joelhos, optou por não jogar mais. 

Foi justamente durante o período de recuperação e pós-cirurgia que surgiu a oportunidade de fazer o curso de arbitragem. Ela não estava mais jogando, achou que essa seria uma maneira de continuar envolvida com o futebol. Como seu marido também estava fazendo o curso, ele perguntou se ela não tinha interesse em participar e a incentivou a fazer junto com ele.

Frequentávam as aulas aos finais de semana, aos sábados à noite e aos domingos pela manhã. Foram meses de muito aprendizado, dedicação e esforço. Em fevereiro, tivemos nossa formatura, e foi um momento muito especial, principalmente porque o presidente da CBF esteve presente na cerimônia de entrega dos certificados. Foi muito gratificante concluir essa etapa e receber o certificado depois de todo o esforço realizado durante o curso.

“O aprendizado foi muito importante para mim, mas sei que continuo aprendendo a cada jogo. Atualmente, estou atuando no Campeonato Municipal de Jordão, e considero essa uma experiência única, principalmente por estar representando o público feminino na arbitragem dentro da minha própria cidade”.

“Sinto-me preparada para exercer a função, embora reconheça que ainda preciso adquirir um pouco mais de experiência e prática. Durante o curso, realizamos estágios tanto na função de árbitra assistente quanto na de árbitra principal. Porém, durante os estágios, a orientação foi para que eu seguisse atuando como árbitra assistente, função que estou exercendo atualmente.

Eu não tive a oportunidade de atuar profissionalmente em Rio Branco porque sou concursada como professora no município de Jordão. Na época em que estava fazendo o curso, eu havia solicitado afastamento por um período, inclusive em razão da cirurgia e da recuperação da lesão no joelho.

Durante o tempo em que permaneci em Rio Branco, aproveitei a oportunidade para realizar o curso, adquirir conhecimento e me preparar para atuar na arbitragem. Depois, retornei para Jordão e, agora, estou tendo a oportunidade de colocar em prática tudo aquilo que aprendi.

Para mim, estar em campo como árbitra assistente é motivo de muito orgulho. Ser a primeira mulher a atuar nessa função no futebol de campo do município de Jordão representa uma grande responsabilidade, mas também uma conquista muito importante.

Espero que minha experiência possa incentivar outras mulheres da nossa cidade a acreditarem em seus sonhos, buscarem conhecimento e ocuparem também seus espaços no futebol”.

Fotos Arquivo: 

Árbitra Assistente: Maria Mística Oliveira de Queiroz/Jordão/Ac








Por: Copyright© 2026 @Flávio Santos

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

ELEIÇÃO: TRAJETÓRIA DE MINORU KINPARA:

 MINORU KINPARA: UMA TRAJETÓRIA CONSTRUÍDA PELA EDUCAÇÃO E PELA CULTURA DO ACRE: MK 1500

Card Divulgação Eleição 2026 MK

Professor, ex-reitor da Ufac e ex-presidente da Fundação Elias Mansour, Minoru Kinpara coloca sua experiência na educação e na cultura como principais credenciais para disputar uma vaga na Câmara Federal

A candidatura de Minoru Kinpara a deputado federal pelo Acre chega às eleições de 2026 marcada por uma trajetória construída ao longo de décadas de dedicação à educação, à universidade pública e à cultura acreana.

Professor de formação, Kinpara construiu sua carreira dentro da educação pública. É graduado em Pedagogia e em Letras – Língua Inglesa pela Universidade Federal do Acre (Ufac), possui mestrado e doutorado em Educação pela Unicamp e pós-doutorado pela Universidade de Salamanca, na Espanha.

Sua relação com a Universidade Federal do Acre foi além da sala de aula. Antes de chegar à reitoria, exerceu diferentes funções administrativas e acadêmicas na instituição. Entre 2012 e 2018, foi eleito e reeleito reitor da Ufac, período em que sua gestão esteve associada ao fortalecimento institucional e à expansão das oportunidades de formação superior no estado.

A experiência universitária também levou Kinpara a ocupar espaço no cenário nacional da educação, tendo exercido a vice-presidência do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras.

Da universidade para a cultura:

Se na educação sua trajetória ganhou projeção por meio da Ufac, na cultura acreana Minoru Kinpara também deixou sua marca à frente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM).

Entre 2023 e o início de 2026, esteve à frente da instituição responsável por importantes políticas públicas culturais do Acre. Sua atuação aproximou a gestão cultural de artistas, produtores, grupos culturais e demais fazedores de cultura, além de colocar em evidência a necessidade de fortalecer as manifestações culturais nos diferentes municípios acreanos.

A própria finalidade da Fundação Elias Mansour inclui a promoção e o apoio às manifestações culturais da população acreana, a preservação do patrimônio histórico e cultural e o desenvolvimento de ações de valorização da cultura dos povos indígenas do Acre.

Essa experiência passou a aproximar ainda mais Kinpara dos artistas e produtores culturais do interior. Em entrevistas, o ex-presidente da FEM destacou ações de financiamento e apoio ao setor cultural e falou sobre iniciativas que alcançaram municípios como Tarauacá.

Uma candidatura que aposta na experiência:

Ao colocar seu nome na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, Minoru apresenta ao eleitorado uma trajetória diferente daquela de quem está iniciando agora na vida pública.

Sua principal bandeira é a experiência acumulada em áreas consideradas fundamentais para o desenvolvimento do Acre: educação, ciência, formação profissional, universidade, cultura e políticas públicas.

Para seus apoiadores, essa experiência pode ser transformada em representação política em Brasília, especialmente na defesa de investimentos para a educação pública, fortalecimento das universidades e institutos federais, valorização dos profissionais da educação, incentivo à cultura e ampliação das oportunidades para os jovens acreanos.

A candidatura foi oficialmente apresentada em junho de 2026, em evento que reuniu lideranças políticas, educacionais, culturais, comunitárias e religiosas.

Um nome ligado aos municípios e à cultura:

Um dos desafios de qualquer candidatura ao Congresso Nacional é transformar uma trajetória construída na capital em presença efetiva no interior. É justamente nesse ponto que a passagem de Kinpara pela Fundação Elias Mansour ganha relevância política.

Ao circular pelo estado e manter contato com artistas, escritores, produtores culturais, grupos tradicionais e representantes dos municípios, Kinpara ampliou sua relação com diferentes segmentos da sociedade acreana.

Para o setor cultural, a eleição de alguém que conhece por dentro as dificuldades enfrentadas pelos chamados “fazedores de cultura” representa a expectativa de que a cultura possa ganhar maior espaço na agenda política federal.

Educação e cultura como instrumentos de transformação:

A história de Minoru Kinpara é, sobretudo, uma história ligada à educação. Uma trajetória que começou como professor e passou pela gestão universitária até chegar à administração cultural do Estado.

Agora, ao disputar uma cadeira na Câmara Federal, ele busca transformar essa experiência em representação política.

Mais do que um currículo acadêmico, seus apoiadores apresentam sua candidatura como uma oportunidade de levar para Brasília uma voz com conhecimento sobre os desafios enfrentados por professores, estudantes, universidades, artistas e trabalhadores da cultura.

Em um Acre que busca novas oportunidades de desenvolvimento, a educação e a cultura aparecem como dois caminhos estratégicos. E é justamente nesses dois campos que Minoru Kinpara construiu boa parte de sua trajetória.

A candidatura ao Congresso representa, portanto, um novo capítulo de uma caminhada que começou na educação, passou pela Universidade Federal do Acre, alcançou a gestão cultural por meio da Fundação Elias Mansour e agora pretende chegar a Brasília.

Por: Copyright© 2026 @Flávio Santos

REFLEXÕES: "MEU 07 DE SETEMBRO"

"DIA 07 DE SETEMBRO, SEMPRE MARCOU MINHA VIDA, TRAZENDO LEMBRANÇAS PASSADAS DE MINHA HISTÓRIA, QUE NÃO ESQUEÇO!"

Foto: Acervo Pessoal/Arquivo Flávio Santos

Dia 7 de setembro é um dia perfeito para você refletir, ponderar, lutar, sonhar e reviver momentos da vida. E sabe por quê? Porque é o dia que você está vivendo agora. Este deve ser sempre o seu maior compromisso: sonhar, viver e aproveitar o dia mais importante da sua vida.

Lembro-me bem de como era o 7 de Setembro na escola. Tudo começava muito antes das festividades e dos desfiles, que sempre foram uma das coisas de que mais gostei, além de participar da fanfarra, é claro.

Passávamos meses fazendo ensaios no pátio da escola ou pelas ruas do bairro da Praia. Às vezes, seguíamos pelo centro da cidade. Para participar da fanfarra da escola, era preciso ser comportado, obediente e tirar boas notas.

Entrei meio que pela porta dos fundos, pois havia faltado um componente e fui chamado às pressas para substituí-lo. Nunca mais saí. Era uma mistura de emoção, prazer e até vergonha desfilar pelas ruas do bairro Senador Pompeu, a nossa querida Praia.

Passávamos a noite quase sem dormir às vésperas do desfile. Tínhamos que acordar cedo, tomar banho, vestir e calçar o fardamento branco — quase sempre emprestado de um amigo — e ir para a escola tomar o famoso “leite de burro” com bolacha Papaguara.

Eu adorava aquela espuma que ficava na panela, sempre preparada pelas mãos habilidosas de Dona Dagmar, Delzuite, Maria Bernaldo ou 'Fátima do Dino'. Era quase uma obrigação natural que, todos os anos, acontecessem os desfiles. Para cada aluno, participar daquele evento era uma honra.

Era uma correria quando estávamos na sala de aula e chegava o aviso:

— Todos em fila!

Corríamos felizes, apreensivos e, ao mesmo tempo, eufóricos. Antes de sair, ainda fazíamos uma última ensaiada para afinar as baterias e os demais instrumentos da banda. Tínhamos que deixar tudo limpinho, passando álcool para que os instrumentos brilhassem debaixo daquele sol escaldante.

A concentração dava a volta no quarteirão. Seguíamos para a Rua do Comércio, em frente aos Correios, onde aguardávamos a nossa vez de desfilar.

Era um orgulho participar da fanfarra escolar da Escola Rosaura Mourão da Rocha. Para mim, era muito mais do que isso. Hoje, fico pensando no quanto foi maravilhoso estudar naquela escola.

Tenho orgulho de lembrar que, ainda criança, trabalhei debaixo do sol quente, ajudando a quebrar concreto para a construção das paredes da escola onde, anos mais tarde, voltaria a estudar.

Não foi fácil. Estudei, passei de ano, formei-me em Pedagogia pela UnB, fiz três pós-graduações e, depois, voltei como professor para aquele mesmo ambiente educacional.

Ali, tive a oportunidade de ministrar palestras e cursos para professores. Alguns, que no passado faziam bullying comigo e me causavam vergonha, tristeza e desprazer, passaram a me ouvir em formações escolares.

Alguns diziam que eu jamais chegaria a algum lugar. Aquilo me fazia muito mal, mas nunca desisti.

E como fomos felizes!

Sabíamos que, sem a escola, talvez nada seríamos na vida. Tínhamos que honrar nossos pais. Eram eles que faziam de tudo para que nunca faltasse o material escolar necessário para estudarmos.

O “Mano Mezer” estava sempre com o apito na mão e dizia:

— Atenção! Ao meu apito!

Então começava a batida. Era alegria, diversão, emoção e entretenimento.

Em 1997, eu já havia concluído o Ensino Médio, mas fomos convidados para acompanhar a fanfarra do João Ribeiro. Depois, fomos convidados pelo então prefeito Esperidião Menezes Júnior para fazer uma apresentação no município de Jordão.

Saímos de Tarauacá e partimos, durante quatro dias, rumo àquele pequeno povoado recém-fundado. Fomos a primeira fanfarra a se apresentar naquele lugar.

“Tagaratatá!”

A batida dos instrumentos ecoava longe, às margens do Rio Jordão. Foi emocionante. Ganhamos medalhas e muitas lembranças que permanecem guardadas até hoje na memória.

Ainda hoje, lembro o quanto fomos felizes.

Na cidade de Tarauacá, não havia quem não esperasse ansiosamente pela chegada do dia 7 de Setembro. Todos queriam ver as belezas das fantasias das escolas que se apresentavam. As princesinhas e os príncipes passavam pela avenida, representando personagens e contando, através do desfile, histórias e contos infantis.

Não havia classificação oficial, mas a população sempre enaltecia a escola que, na sua opinião, havia se apresentado melhor.

Era uma alegria. Uma fantasia. Um detalhe. Um sorriso. Uma apresentação que ficava marcada na memória.

Ainda lembro do meu último desfile ao lado de grandes amigos: Vanilson Mezer, Edinho, Gricélio, Everaldo, Mano, Cosmos, Lenisvaldo, Neto Gaudêncio e tantos outros que fizeram parte daquela história.

Era diferente olhar para as pessoas enquanto desfilávamos. Elas estavam aglomeradas às margens das ruas, nas varandas das casas, nas sacadas da Prefeitura Municipal e do Teatro José Potyguara.

Quando terminávamos o desfile, a vontade era começar tudo novamente. Queríamos sentir outra vez aquela emoção e receber os aplausos da plateia presente.

Hoje, olhando para trás, percebo que aqueles desfiles não eram apenas apresentações escolares. Eram momentos de construção de sonhos, amizades e histórias.

O 7 de Setembro ficou marcado na minha vida como símbolo de uma infância simples, de superação, de aprendizado e de esperança.

A escola me ensinou muito mais do que conteúdos. Ensinou-me a acreditar, persistir e nunca desistir dos meus sonhos.

E talvez seja por isso que, todos os anos, quando chega o dia 7 de Setembro, não consigo apenas lembrar da Independência do Brasil.

Lembro da minha própria história.

Lembro da escola.

Lembro da fanfarra.

Lembro dos amigos.

Lembro dos aplausos.

E, principalmente, lembro do menino que um dia sonhou em chegar a algum lugar e que, apesar das dificuldades e das palavras que tentaram fazê-lo desistir, continuou caminhando.

Porque alguns sonhos começam no pátio de uma escola, ao som de uma fanfarra, e permanecem para sempre tocando dentro do coração.

 Por: Copyright© 2026 @Flávio Santos

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

PROJ: DE LEITURA: ESC: MA DONIZETI MOTA:

 PROJETO DE LEITURA DA ESCOLA MARIA DONIZETI MOTA LEVA LITERATURA, CARINHO E IMAGINAÇÃO ÀS CRIANÇAS EM TARAUACÁ

Fotos Acervo Escola Infantil Maria Donizeti Mota

Tarauacá viveu nesta quinta-feira, (3/09/26), um momento especial de incentivo à leitura e à formação de pequenos leitores. Às 8 horas, a Escola Maria Donizeti Mota realizou uma atividade do seu Projeto de Leitura, reunindo crianças de 4 e 5 anos em uma manhã marcada por histórias, livros infantis, participação e muita interação.

A programação contou com a participação especial do escritor Flávio Santos, Embaixador da Sociedade Literária Acreana/SLA, que esteve junto às crianças compartilhando o universo mágico da literatura e mostrando que o contato com os livros pode começar desde os primeiros anos de vida com a leitura de muitas histórias de seu livro infantil: Histórias: Lendo Para Aprender (Bueno Teixeira).

Para a Gestora da Escola Infantil Maria Donizeti Mota, Adriana Rodrigues de Farias, foi um grande momento de aprendizagem na escola: "Hoje foi dia das nossas crianças conhecerem um dos escritores de nosso Município, Flávio Santos, onde as mesmas passaram a saber que quem escreve os livros são ser humanos iguais a eles. Sendo assim, cada um de nós podemos ser escritores. Conhecendo autores, formando leitores, faz parte do Projeto de Leitura da nossa Escola. Gratidão meu amigo Flávio pela parceria".

Durante a atividade, os pequenos participaram da leitura de histórias infantis, ouviram atentamente, fizeram descobertas, responderam às perguntas e interagiram com o escritor. Cada página lida despertava curiosidade e imaginação, transformando o espaço em um verdadeiro encantamento de aprendizagem.

Mais do que apresentar livros, a iniciativa da escola proporcionou às crianças uma experiência de convivência, expressão, criatividade e descoberta, fortalecendo desde cedo o gosto pela leitura e pela literatura.

O momento mais emocionante aconteceu no encerramento, quando a atividade terminou com uma Roda de Conversa. Entre palavras, sorrisos e olhares curiosos, as crianças demonstraram todo o carinho pelo escritor Flávio Santos, que recebeu abraços espontâneos e afetuosos dos pequenos leitores.

A cena simbolizou a essência do encontro: a literatura aproximando pessoas, despertando sentimentos e criando memórias que podem acompanhar as crianças por toda a vida.

A Escola Infantil Municipal de Tarauacá, Maria Donizeti Mota demonstra, com ações como essa, que incentivar a leitura na infância é também investir na imaginação, na educação e na formação de cidadãos mais criativos e sensíveis.

Ler é plantar sonhos: Para Flávio Santos, momentos como esse reforçam a importância de aproximar os escritores das escolas e, principalmente, das crianças.

Embaixador da SLA Tarauacá: Flávio Santos

“Gratidão ao professor Domingos de Paula e demias professores da escola. Quando uma criança abre um livro, ela abre também uma janela para um mundo de possibilidades. E quando um escritor recebe o abraço de uma criança depois de uma leitura, entende que a literatura realmente cumpriu sua missão: tocar o coração. Me sinto feliz e realizado por compartilhar um pedacinho de meu sonho com essas crianças na minha cidade de Tarauacá.” (Flávio Santos)

A manhã na Escola Maria Donizeti Mota ficou marcada não apenas pelas histórias contadas, mas pelo carinho, pela participação e pela certeza de que grandes leitores podem nascer de pequenos encontros com os livros.

Mais Fotos:






















Por: Copyright© 2026 @Flávio Santos

sábado, 29 de agosto de 2026

3° SARAU LITERÁRIO JOÃO RIBEIRO: TK

 3° SARAU LITERÁRIO DA ESCOLA JOÃO RIBEIRO EM TARAUACÁ: “RESSONÂNCIAS ACREANAS”

Fotos Acervo/Arquivo

A Praça Central de Tarauacá foi palco, no dia 28 de agosto de 2026, do 3º Sarau Literário da Escola João Ribeiro, com o tema “Ressonâncias Acreanas”. O evento reuniu alunos, professores, escritores convidados, autoridades e populares em uma noite de valorização da literatura, da cultura e da identidade acreana.

Com apresentações artísticas, musicais, poesias, leituras e manifestações culturais, os estudantes deram um verdadeiro show de criatividade e talento, transformando a praça em um espaço de encontro entre a escola, a comunidade e a cultura.

Embaixador Literário da SLA Tarauacá Flávio Santos

Entre os convidados esteve o escritor, produtor cultural e embaixador da Sociedade Literária Acreana (SLA) Flávio Santos, além de representantes do poder público, professores e demais personalidades. A participação da comunidade reforçou a importância de iniciativas que aproximam os jovens da literatura e valorizam os escritores e artistas locais.

Para os organizadores da escola, este foi um momento especial literário. Para uma das coordenadoras do evento, a professora Loêmia: “Mais do que um sarau, vivemos um momento de encontro, conhecimento e valorização da nossa cultura. Ver nossos alunos ocupando a praça com poesia, arte e criatividade é acreditar que a literatura transforma vidas e mantém viva a nossa identidade acreana.”

O 3º Sarau Literário da Escola João Ribeiro mostrou que a literatura continua viva e pulsante em Tarauacá, ecoando novas vozes e fortalecendo as “Ressonâncias Acreanas”.






Por: Copyright© 2026 @Flávio Santos

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

TEATRO JOSÉ POTYGUARA: TARAUACÁ

DADOS SOBRE O TEATRO JOSÉ POTYGUARA DE TARAUACÁ. IMPORTANTE MONUMENTO DE NOSSA HISTÓRIA

Foto Acervo pessoal/Arquivo

Fundação: Teatro José Potyguara foi inaugurado em 26 de janeiro de 1933. É considerado o primeiro teatro construído no Estado do Acre e um dos mais importantes patrimônios históricos e culturais de Tarauacá.

Data: 26 de Janeiro de 1933

Local: Tarauacá/Ac

Como surgiu: O Teatro José Potyguara, em Tarauacá, nasceu de um movimento cultural que já existia na cidade antes mesmo da construção do prédio. As primeiras apresentações teatrais aconteciam no palco do Grupo Escolar João Ribeiro, onde atuava a Sociedade Sportiva e Dramática Tarauacaense, formada por moradores interessados em teatro, música e atividades culturais. Entre os integrantes estavam José da Cruz de Sá, Bento Marques de Albuquerque, Antônio Murú Ramos de Meneses e Manoel Honorato de Souza; posteriormente, também participaram o escritor José Potyguara e o maestro Mozart Donizetti.

De quem foi a idéia: Um dos personagens centrais foi José Potyguara, então promotor de Justiça, escritor e grande incentivador da cultura. Segundo registros históricos, o projeto arquitetônico foi elaborado por Potyguara, e a construção teve características bastante próprias da época: uma estrutura mista, com madeira de lei apoiada sobre base de alvenaria. A parte de alvenaria teria sido executada pelo artista português Sebastião Alves Maia.

Qual contexto foi criado: Em um contexto de grande efervescência cultural e econômica marcado pelo ciclo da borracha. O prédio foi idealizado com participação do escritor e promotor público José Potyguara, que mais tarde emprestaria seu nome ao teatro.

Por que deram esse nome: Originalmente, o prédio era chamado de Teatro Municipal de Tarauacá. O nome José Potyguara passou a identificar o espaço posteriormente, em homenagem ao escritor que teve participação importante na vida cultural da cidade.

Por que tem esse formato: O formato arquitetônico do Teatro José Potyguara, em Tarauacá, tem relação com o período em que foi construído (década de 1930) e com a intenção de criar um espaço que representasse modernidade, cultura e prestígio social para a cidade.

A construção segue características dos antigos teatros brasileiros, com uma fachada simétrica, portas e janelas alinhadas, um palco elevado, área destinada à plateia e elementos que lembram os teatros tradicionais europeus. Naquele período, possuir um teatro era considerado símbolo de progresso para uma cidade amazônica que vivia a prosperidade do ciclo da borracha.

Por que tem essas cores: As cores que o prédio apresenta hoje provavelmente estão relacionadas a restaurações e pinturas realizadas ao longo do tempo, e não necessariamente à concepção original do teatro. Em prédios históricos, as cores podem ser escolhidas durante processos de recuperação para valorizar elementos arquitetônicos, destacar a fachada e preservar uma identidade visual considerada tradicional.

Quem era o governador: O governador (então chamado governador do Território do Acre) era Francisco Vasconcelos, que exerceu o cargo de 8 de dezembro de 1930 a 20 de setembro de 1934. Portanto, ele estava no governo quando o teatro foi inaugurado.

Quem era o prefeito de Tarauacá: A construção ocorreu durante a administração do prefeito José Florêncio da Cunha (Cazuzinha).

Como funcionava e como funciona hoje: Na época de sua inauguração, ainda era chamado de Teatro Municipal de Tarauacá. O espaço tornou-se palco de peças teatrais, saraus, bailes, apresentações musicais e eventos beneficentes, sendo um dos principais pontos de encontro da sociedade tarauacaense. Nesta época acontecia muitos bailes promovido pela Sociedade Dramática Tarauacaense (SDT). Hoje funciona como modelo da arte e da identidade cultural do povo de Tarauacá com apresentações diversas e sistema de som adequado e de qualidade, sendo palco de grandes apresentações e projetos culturais.

Por: Copyright© 2026 @Flávio Santos