quinta-feira, 10 de setembro de 2026

ÁRBITRA ASSISTENTE EM JORDÃO: "MÍSTICA"

 MARIA MÍSTICA FAZ HISTÓRIA COMO PRIMEIRA MULHER ÁRBITRA ASSISTENTE NO CAMPEONATO DE FUTEBOL DE CAMPO DE JORDÃO/AC EM 2026

Fotos/Acervos Maria Mística Oliveira/Reprodução

Pioneirismo, dedicação e amor pelo futebol marcam a trajetória da jovem que abriu espaço para as mulheres na arbitragem do município de Jordão, no Acre.

O futebol de campo de Jordão, no interior do Acre, vive um momento histórico em 2026. Pela primeira vez, uma mulher assume a função de árbitra auxiliar em uma competição oficial do município. O nome que entra para a história é o de Maria Mística Oliveira de Queiroz, que vem conquistando seu espaço na arbitragem com dedicação, conhecimento e muita determinação.

A trajetória de Maria Mística representa mais do que a participação de uma mulher dentro das quatro linhas. É também um importante passo para o fortalecimento da presença feminina no futebol e para a abertura de novas oportunidades para outras mulheres que sonham em atuar na arbitragem esportiva.

Buscando aperfeiçoamento e qualificação, Maria Mística participou de curso de arbitragem realizado em Rio Branco, ampliando seus conhecimentos sobre as regras do futebol, posicionamento, sinalização e atuação da equipe de arbitragem.

Outro momento marcante de sua trajetória foi sua presença na entrega de certificados que contou com a participação do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), experiência que reforçou ainda mais a importância de sua formação e de sua caminhada dentro da arbitragem.

Estréia histórica no Campeonato de Jordão 2026. O momento mais especial veio agora, quando ‘Mística’ teve a oportunidade de atuar em sua primeira partida no Campeonato de Futebol de Campo de Jordão.

Ao entrar em campo como árbitra auxiliar, ela não representava apenas a si mesma. Carregava consigo o simbolismo de ser a primeira mulher a exercer essa função no futebol de campo do município, escrevendo uma nova página na história esportiva de Jordão.

Com a bandeira nas mãos e a responsabilidade de auxiliar a arbitragem durante a partida, ‘Mística’ mostrou que competência, preparação e compromisso são fundamentais para quem deseja construir uma carreira no futebol.

Um exemplo para novas gerações: A presença de ‘Mística’ na arbitragem também serve de inspiração para meninas e mulheres que acompanham o futebol em Jordão. Durante muitos anos, a arbitragem foi vista predominantemente como um espaço masculino. Hoje, mulheres vêm demonstrando que podem ocupar diferentes funções dentro do esporte, seja como atletas, treinadoras, dirigentes ou árbitras.

O pioneirismo de Maria Mística Oliveira de Queiroz poderá, portanto, contribuir para que outras mulheres do município se sintam encorajadas a buscar formação e ingressar na arbitragem.

Sua história começa a ser construída justamente em um momento importante para o futebol de Jordão. E sua estreia no Campeonato 2026 ficará registrada não apenas pelo jogo em que trabalhou, mas pelo significado de ter sido a primeira mulher árbitra auxiliar do futebol de campo do município.

Um novo capítulo no futebol de Jordão: Mais do que uma estréia, Maria Mística protagoniza uma mudança. Sua caminhada demonstra que o futebol é um espaço aberto para quem tem dedicação, conhecimento e vontade de aprender.

O município de Jordão passa a contar com uma representante feminina na arbitragem, e Maria Mística Oliveira de Queiroz entra para a história como uma mulher que teve coragem para ocupar seu espaço e ajudar a construir um novo capítulo do futebol jordanense. Que sua trajetória seja apenas o começo de muitas outras mulheres empunhando a bandeira da arbitragem nos campos do Acre.

Histórico: Maria Mística Oliveira de Queiroz, natural de Jordão/Ac e, atualmente, estou atuando como árbitra assistente no Campeonato Municipal de Futebol de Campo de Jordão. Trablha também como docente na educação.

Sua trajetória na arbitragem começou com o curso de formação de árbitros, ministrado pela Federação de Futebol do Acre (FFAC), em Rio Branco. O curso teve duração de seis meses, de junho a dezembro de 2025.

O seu interesse pela arbitragem surgiu a partir do momento em que seu esposo iniciou o curso. Ela sempre gostou muito de futebol. Inclusive, jogou futebol durante um bom período, mas, depois de sofrer lesões nos dois joelhos, optou por não jogar mais. 

Foi justamente durante o período de recuperação e pós-cirurgia que surgiu a oportunidade de fazer o curso de arbitragem. Ela não estava mais jogando, achou que essa seria uma maneira de continuar envolvida com o futebol. Como seu marido também estava fazendo o curso, ele perguntou se ela não tinha interesse em participar e a incentivou a fazer junto com ele.

Frequentávam as aulas aos finais de semana, aos sábados à noite e aos domingos pela manhã. Foram meses de muito aprendizado, dedicação e esforço. Em fevereiro, tivemos nossa formatura, e foi um momento muito especial, principalmente porque o presidente da CBF esteve presente na cerimônia de entrega dos certificados. Foi muito gratificante concluir essa etapa e receber o certificado depois de todo o esforço realizado durante o curso.

“O aprendizado foi muito importante para mim, mas sei que continuo aprendendo a cada jogo. Atualmente, estou atuando no Campeonato Municipal de Jordão, e considero essa uma experiência única, principalmente por estar representando o público feminino na arbitragem dentro da minha própria cidade”.

“Sinto-me preparada para exercer a função, embora reconheça que ainda preciso adquirir um pouco mais de experiência e prática. Durante o curso, realizamos estágios tanto na função de árbitra assistente quanto na de árbitra principal. Porém, durante os estágios, a orientação foi para que eu seguisse atuando como árbitra assistente, função que estou exercendo atualmente.

Eu não tive a oportunidade de atuar profissionalmente em Rio Branco porque sou concursada como professora no município de Jordão. Na época em que estava fazendo o curso, eu havia solicitado afastamento por um período, inclusive em razão da cirurgia e da recuperação da lesão no joelho.

Durante o tempo em que permaneci em Rio Branco, aproveitei a oportunidade para realizar o curso, adquirir conhecimento e me preparar para atuar na arbitragem. Depois, retornei para Jordão e, agora, estou tendo a oportunidade de colocar em prática tudo aquilo que aprendi.

Para mim, estar em campo como árbitra assistente é motivo de muito orgulho. Ser a primeira mulher a atuar nessa função no futebol de campo do município de Jordão representa uma grande responsabilidade, mas também uma conquista muito importante.

Espero que minha experiência possa incentivar outras mulheres da nossa cidade a acreditarem em seus sonhos, buscarem conhecimento e ocuparem também seus espaços no futebol”.

Fotos Arquivo: 

Árbitra Assistente: Maria Mística Oliveira de Queiroz/Jordão/Ac








Por: Copyright© 2026 @Flávio Santos

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