MARIA MÍSTICA FAZ HISTÓRIA COMO PRIMEIRA MULHER ÁRBITRA ASSISTENTE NO CAMPEONATO DE FUTEBOL DE CAMPO DE JORDÃO/AC EM 2026
| Fotos/Acervos Maria Mística Oliveira/Reprodução |
Pioneirismo,
dedicação e amor pelo futebol marcam a trajetória da jovem que abriu espaço
para as mulheres na arbitragem do município de Jordão, no Acre.
O futebol de
campo de Jordão, no interior do Acre, vive um momento histórico em 2026. Pela
primeira vez, uma mulher assume a função de árbitra auxiliar em uma competição
oficial do município. O nome que entra para a história é o de Maria Mística
Oliveira de Queiroz, que vem conquistando seu espaço na arbitragem com
dedicação, conhecimento e muita determinação.
A trajetória
de Maria Mística representa mais do que a participação de uma mulher dentro das
quatro linhas. É também um importante passo para o fortalecimento da presença
feminina no futebol e para a abertura de novas oportunidades para outras
mulheres que sonham em atuar na arbitragem esportiva.
Buscando
aperfeiçoamento e qualificação, Maria Mística participou de curso de arbitragem
realizado em Rio Branco, ampliando seus conhecimentos sobre as regras do
futebol, posicionamento, sinalização e atuação da equipe de arbitragem.
Outro
momento marcante de sua trajetória foi sua presença na entrega de certificados
que contou com a participação do presidente da Confederação Brasileira de
Futebol (CBF), experiência que reforçou ainda mais a importância de sua
formação e de sua caminhada dentro da arbitragem.
Estréia
histórica no Campeonato de Jordão 2026. O momento mais especial veio agora,
quando ‘Mística’ teve a oportunidade de atuar em sua primeira partida no
Campeonato de Futebol de Campo de Jordão.
Ao entrar em
campo como árbitra auxiliar, ela não representava apenas a si mesma. Carregava
consigo o simbolismo de ser a primeira mulher a exercer essa função no futebol
de campo do município, escrevendo uma nova página na história esportiva de
Jordão.
Com a
bandeira nas mãos e a responsabilidade de auxiliar a arbitragem durante a
partida, ‘Mística’ mostrou que competência, preparação e compromisso são fundamentais
para quem deseja construir uma carreira no futebol.
Um exemplo
para novas gerações: A presença de ‘Mística’ na arbitragem também serve de
inspiração para meninas e mulheres que acompanham o futebol em Jordão. Durante
muitos anos, a arbitragem foi vista predominantemente como um espaço masculino.
Hoje, mulheres vêm demonstrando que podem ocupar diferentes funções dentro do
esporte, seja como atletas, treinadoras, dirigentes ou árbitras.
O
pioneirismo de Maria Mística Oliveira de Queiroz poderá, portanto, contribuir
para que outras mulheres do município se sintam encorajadas a buscar formação e
ingressar na arbitragem.
Sua história
começa a ser construída justamente em um momento importante para o futebol de
Jordão. E sua estreia no Campeonato 2026 ficará registrada não apenas pelo jogo
em que trabalhou, mas pelo significado de ter sido a primeira mulher árbitra
auxiliar do futebol de campo do município.
Um novo
capítulo no futebol de Jordão: Mais do que uma estréia, Maria Mística
protagoniza uma mudança. Sua caminhada demonstra que o futebol é um espaço
aberto para quem tem dedicação, conhecimento e vontade de aprender.
O município
de Jordão passa a contar com uma representante feminina na arbitragem, e Maria
Mística Oliveira de Queiroz entra para a história como uma mulher que teve
coragem para ocupar seu espaço e ajudar a construir um novo capítulo do futebol
jordanense. Que sua trajetória seja apenas o começo de muitas outras mulheres
empunhando a bandeira da arbitragem nos campos do Acre.
Histórico: Maria Mística Oliveira de Queiroz, natural de Jordão/Ac e,
atualmente, estou atuando como árbitra assistente no Campeonato Municipal de
Futebol de Campo de Jordão. Trablha também como docente na educação.
Sua
trajetória na arbitragem começou com o curso de formação de árbitros,
ministrado pela Federação de Futebol do Acre (FFAC), em Rio Branco. O curso
teve duração de seis meses, de junho a dezembro de 2025.
O seu
interesse pela arbitragem surgiu a partir do momento em que seu esposo iniciou
o curso. Ela sempre gostou muito de futebol. Inclusive, jogou futebol durante
um bom período, mas, depois de sofrer lesões nos dois joelhos, optou por não jogar
mais.
Foi
justamente durante o período de recuperação e pós-cirurgia que surgiu a
oportunidade de fazer o curso de arbitragem. Ela não estava mais jogando, achou
que essa seria uma maneira de continuar envolvida com o futebol. Como seu
marido também estava fazendo o curso, ele perguntou se ela não tinha interesse
em participar e a incentivou a fazer junto com ele.
Frequentávam
as aulas aos finais de semana, aos sábados à noite e aos domingos pela manhã.
Foram meses de muito aprendizado, dedicação e esforço. Em fevereiro, tivemos
nossa formatura, e foi um momento muito especial, principalmente porque o
presidente da CBF esteve presente na cerimônia de entrega dos certificados. Foi
muito gratificante concluir essa etapa e receber o certificado depois de todo o
esforço realizado durante o curso.
“O aprendizado foi muito importante para mim, mas sei que continuo
aprendendo a cada jogo. Atualmente, estou atuando no Campeonato Municipal de
Jordão, e considero essa uma experiência única, principalmente por estar
representando o público feminino na arbitragem dentro da minha própria cidade”.
“Sinto-me
preparada para exercer a função, embora reconheça que ainda preciso adquirir um
pouco mais de experiência e prática. Durante o curso, realizamos estágios tanto
na função de árbitra assistente quanto na de árbitra principal. Porém, durante
os estágios, a orientação foi para que eu seguisse atuando como árbitra
assistente, função que estou exercendo atualmente.
Eu não tive
a oportunidade de atuar profissionalmente em Rio Branco porque sou concursada
como professora no município de Jordão. Na época em que estava fazendo o curso,
eu havia solicitado afastamento por um período, inclusive em razão da cirurgia
e da recuperação da lesão no joelho.
Durante o
tempo em que permaneci em Rio Branco, aproveitei a oportunidade para realizar o
curso, adquirir conhecimento e me preparar para atuar na arbitragem. Depois,
retornei para Jordão e, agora, estou tendo a oportunidade de colocar em prática
tudo aquilo que aprendi.
Para mim,
estar em campo como árbitra assistente é motivo de muito orgulho. Ser a
primeira mulher a atuar nessa função no futebol de campo do município de Jordão
representa uma grande responsabilidade, mas também uma conquista muito
importante.
Espero que
minha experiência possa incentivar outras mulheres da nossa cidade a
acreditarem em seus sonhos, buscarem conhecimento e ocuparem também seus
espaços no futebol”.
Fotos Arquivo:
Árbitra Assistente: Maria Mística Oliveira de Queiroz/Jordão/Ac
Por: Copyright© 2026 @Flávio Santos
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