OITO NOVAS DOENÇAS PROVOCADAS PELO USO DA INTERNET.
VOCÊ TEM
ALGUMA?
É OFICIAL.
CONHEÇA OS DISTÚRBIOS QUE SURGIRAM - OU PIORARAM - POR CONTA DO USO QUASE
COMPULSIVO DA INTERNET E DOS DISPOSITIVOS DIGITAIS MÓVEIS

A Internet é
um buffet infinito de vídeos de gatos, TV e Instagrams de celebridades. Mas ela
também pode estar aos poucos levando você à beira da insanidade. E não estamos
aqui usando nenhuma figura de linguagem.
À medida que
a Internet evoluiu para ser onipresente da vida moderna, testemunhamos o
aumento de uma série de transtornos mentais distintos ligados diretamente ao
uso da tecnologia digital. Até recentemente, esses problemas, amenos ou
destrutivos, não tinham sido reconhecidos oficialmente pela comunidade médica.
Algumas
dessas desordens são novas versões de aflições antigas, renovadas pela era da
banda larga móvel, enquanto outras são criaturas completamente novas. Não fique
surpreso se você sentir uma pontinha de - pelo menos - uma ou duas delas.
SÍNDROME DO TOQUE FANTASMA:
O que é: quando
o seu cérebro faz com que você pense que seu celular está vibrando no seu
bolso (ou bolsa, se você preferir).
Alguma vez
você já tirou o telefone do bolso porque o sentiu tocar e percebeu depois que
ele estava no silencioso o tempo todo? E, ainda mais estranho, ele nem estava
no seu bolso para começo de conversa? Você pode estar delirando um pouco, mas
não está sozinho.

NOMOPHOBIA:
O que
é: a ansiedade que surge por não ter acesso a um dispositivo móvel. O
termo "Nomophobia" é uma abreviatura de "no-mobile phobia"
(medo de ficar sem telefone móvel).
Sabe aquela
horrível sensação de estar desconectado quando acaba a bateria do seu celular e
não há tomada elétrica disponível? Para alguns de nós, há um caminho neural que
associa diretamente essa sensação desconfortável de privação tecnológica a um
tremendo ataque de ansiedade.
A nomophobia
é o aumento acentuado da ansiedade que algumas pessoas sentem quando são
separadas de seus telefones. E não se engane, pois não se trata de
um #FirstWorldProblem(problema de primeiro mundo). O distúrbio pode
ter efeitos negativos muito reais na vida das pessoas no mundo todo. E é mais
intenso nos heavy users de dispositivos móveis.
NÁUSEA DIGITAL (CYBERSICKNESS):
O que é: a
desorientação e vertigem que algumas pessoas sentem quando interagem com
determinados ambientes digitais.
A última
versão do iOS, sistema operacional móvel da Apple, é uma reinvenção plana,
versátil e bonita da interface do usuário móvel. Infelizmente, ela também faz
as pessoas vomitarem e forneceu o mais recente exemplo da doença.
DEPRESSÃO DE FACEBOOK:
O que é: a
depressão causada por interações sociais (ou a falta de) no Facebook.
Os seres
humanos são criaturas sociais. Então você pode pensar que o aumento da
comunicação facilitada pelas mídias sociais faria todos nós mais felizes e mais
contentes. Na verdade, o oposto é que parece ser verdade.
Um estudo da
Universidade de Michigan mostra que o grau de depressão entre jovens
corresponde diretamente ao montante de tempo que eles gastam no Facebook.
Uma possível
razão é que as pessoas tendem a postar apenas as boas notícias sobre eles
mesmos na rede social: férias, promoções, fotos de festas, etc. Então é super
fácil cair na falsa crença de que todos estão vivendo vidas muito mais felizes
e bem-sucedidas que você (quando isso pode não ser o caso).

TRANSTORNO DE DEPENDÊNCIA DA INTERNET:

O que é: uma
vontade constante e não saudável de acessar à Internet.
O Transtorno
de Dependência da Internet (por vezes referido como Uso Problemático da
Internet) é o uso excessivo e irracional da Internet que interfere na vida
cotidiana. Os termos "dependência" e "transtorno" são um
pouco controversos na comunidade médica, já que a utilização compulsiva da
Internet é vista frequentemente como sintoma de um problema maior, em vez de
ser considerada a própria doença.
"Diagnósticos
duplos fazem parte de tratamentos, de modo que o problema está associado a
outras doenças, como depressão, TOC, Transtorno de Déficit de Atenção e
ansiedade social", diz a Dra. Kimberly Young. A médica é responsável pelo
Centro de Dependência da Internet, que trata de inúmeras formas de dependência
à rede, como o vício de jogos online e jogos de azar, e vício em cibersexo.
Além disso,
ela identificou que formas de vício de Internet geralmente podem ser atribuídas
a "baixa autoestima, baixa autossuficiência e habilidades ruins".
VÍCIO DE JOGOS ONLINE:
O que é: uma
necessidade não saudável de acessar jogos multiplayer online.
De acordo
com um estudo de 2010 financiado pelo governo da Coreia do Norte, cerca de 18%
da população com idades entre 9 e 39 anos sofrem de dependência de jogos
online. O país inclusive promulgou uma lei chamada "Lei Cinderela",
que corta o acesso a games online entre a meia-noite e às 6 da manhã para
usuários com menos de 16 anos em todo o país.
Embora
existam poucas estatísticas confiáveis sobre o vício em videogames nos
Estados Unidos, o número de grupos de ajuda online especificamente destinados a
essa aflição aumentou nos últimos anos. Exemplos incluem o Centro para Viciados
em Jogos Online e o Online Gamers Anonymous, que formou o seu próprio programa
de recuperação de 12 passos.
CIBERCONDRIA, OU HIPOCONDRIA DIGITAL:
O que é: a
tendência de acreditar que você tem doenças sobre as quais leu online.
O corpo
humano é um magnífico apanhado de surpresas que constantemente nos presenteia
com dores misteriosas, aflições e pequenos inchaços que não estavam ali da
última vez que verificamos. Na maioria das vezes, essas pequenas anormalidades
não dão em nada.
Mas os
vastos arquivos de literatura médica disponíveis online permitem que a nossa
imaginação corra solta em todos os tipos de pesadelos médicos!
Teve uma dor
de cabeça? Provavelmente não é nada. Mas, de novo, a WebMD diz que essas
dores de cabeça são um dos sintomas de tumor no cérebro. Há uma chance de você
morrer muito em breve! É esse o tipo de pensamento que passa pela cabeça
de um cibercondríaco - que juntam fatores médicos para chegar às piores
conclusões possíveis.
E isso está
longe de ser incomum. Em 2008, um estudo da Microsoft descobriu que
autodiagnósticos feitos a partir de ferramentas de busca online geralmente
levam os "buscadores aflitos" a concluir o pior. A hipocondria sempre
existiu, claro, mas antes as pessoas não tinham a Internet para ajudar a
pesquisar informações médicas às três da manhã. A cibercondria é apenas uma
hipocondria com conexão banda larga.
O EFEITO GOOGLE:
respostas
estão ao alcance de alguns cliques.
Graças à
Internet, um indivíduo pode facilmente acessar quase toda a informação que a
civilização armazenou ao longo de toda sua vida. Acontece que essa vantagem
acabou alterando a forma como nosso cérebro funciona.
Identificada
algumas vezes como "The Google Effect" (ou efeito Google) as
pesquisas mostram que o acesso ilimitado à informação faz com que nossos
cérebros retenham menos informações. Ficamos preguiçosos. Em algum lugar do
nosso cérebro está o pensamento "eu não preciso memorizar isso porque
posso achar no Google mais tarde".
Segundo o
Dr. Rosen, o Efeito Google não é necessariamente uma coisa ruim. Ele poderia
ser visto como o marco de uma mudança social, uma evolução que apontaria para o
nascimento de uma população mais esperta e mais informada. Mas também é
possível, admite ele, que tenha resultados negativos em certas situações. Por
exemplo, um jovem adolescente não memorizar a matéria das provas porque ele
sabe que a informação estará no Google quando ele precisar, diz o médico. FONTE:
Por:
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