PSICÓLOGO EXPLICA PORQUE MUITAS PESSOAS SE INTERESSAM E
COMPARTILHAM IMAGENS DE ACIDENTES TRÁGICOS

Ocorre um
acidente no centro da cidade e uma pessoa encontra-se gravemente ferida,
atropelada por um carro. Logo, curiosos se juntam em torno da vítima e a rua
fica tomada de pessoas tirando fotos, ligando para os amigos e outros querendo
saber o que aconteceu. Uma cena muito comum de acontecer nos dias de hoje.
Recentemente, um caso parecido aconteceu em Guaçuí. Uma idosa de 88 anos morreu
atropelada por um ônibus e, em questão de minutos, uma pequena multidão se
formou no local do acidente. Curiosos chegaram a deitar no meio da rua para ver
e fotografar o corpo da vítima. As imagens circularam em várias redes sociais.
Mas por que
as pessoas se interessam tanto em ver outras machucadas ou mortas? Por que as
notícias ruins de acidentes trágicos ou assassinatos chamam tanto a atenção?
Para responder a esses questionamentos, o psicólogo e teólogo, Sérgio
Oliveira, de Alegre, enumerou em sete tópicos o que pode levar o ser
humano a desenvolver esta curiosidade mórbida. “Para essa questão não existe
uma resposta única, existem diversas possibilidades que perpassam o
comportamento individual e coletivo que servem para responder por que as
pessoas se interessam por acidentes, assassinatos e de verem pessoas mortas”,
afirma.
O primeiro
motivo, na tentativa de explicar esse fenômeno, seria a curiosidade. “O ser
humano é curioso por natureza. Vemos uma multidão na rua e logo vem o desejo de
saber o que ocorreu. É uma função mental de querer saber o que aconteceu, como
aconteceu, quem foi o culpado e etc’, diz o psicólogo.
A proteção é
outro fator apontado por Sérgio Oliveira. Para ele, a divulgação de uma
notícia, principalmente de perigo, tal como um acidente ou assassinato, cumpre
a função social de tentar evitar que aquilo aconteça no futuro com outras
pessoas. Como, por exemplo, “não atravesse em tal lugar porque é perigoso” ou
“não passe em tal rua à noite porque é perigoso”. Contudo, muitas vezes não há
limite na propagação de imagens das vítimas, o que leva o psicólogo a abordar
outro item, as redes sociais. “A facilidade com que se divulga uma informação e
o acesso rápido a equipamentos eletrônicos que estão sempre à mão e sempre
conectados impulsiona o comportamento de certos divulgadores de notícias. Nesse
caso, não só acidentes são alvos dos celulares e das redes sociais, mas também
obras de caridade, cultos religiosos, festas e afins. Noticiar pode ser uma
forma de empatia com o sofrimento ou alegria alheia”, explica. FONTE:
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