domingo, 28 de janeiro de 2018

DIVULGAR ACIDENTES TRÁGICOS NA INTERNET:

PSICÓLOGO EXPLICA PORQUE MUITAS PESSOAS SE INTERESSAM E COMPARTILHAM IMAGENS DE ACIDENTES TRÁGICOS


Ocorre um acidente no centro da cidade e uma pessoa encontra-se gravemente ferida, atropelada por um carro. Logo, curiosos se juntam em torno da vítima e a rua fica tomada de pessoas tirando fotos, ligando para os amigos e outros querendo saber o que aconteceu. Uma cena muito comum de acontecer nos dias de hoje. Recentemente, um caso parecido aconteceu em Guaçuí. Uma idosa de 88 anos morreu atropelada por um ônibus e, em questão de minutos, uma pequena multidão se formou no local do acidente. Curiosos chegaram a deitar no meio da rua para ver e fotografar o corpo da vítima. As imagens circularam em várias redes sociais.

Mas por que as pessoas se interessam tanto em ver outras machucadas ou mortas? Por que as notícias ruins de acidentes trágicos ou assassinatos chamam tanto a atenção? Para responder a esses questionamentos, o psicólogo e teólogo, Sérgio Oliveira, de Alegre, enumerou em sete tópicos o que pode levar o ser humano a desenvolver esta curiosidade mórbida. “Para essa questão não existe uma resposta única, existem diversas possibilidades que perpassam o comportamento individual e coletivo que servem para responder por que as pessoas se interessam por acidentes, assassinatos e de verem pessoas mortas”, afirma.

O primeiro motivo, na tentativa de explicar esse fenômeno, seria a curiosidade. “O ser humano é curioso por natureza. Vemos uma multidão na rua e logo vem o desejo de saber o que ocorreu. É uma função mental de querer saber o que aconteceu, como aconteceu, quem foi o culpado e etc’, diz o psicólogo.

A proteção é outro fator apontado por Sérgio Oliveira. Para ele, a divulgação de uma notícia, principalmente de perigo, tal como um acidente ou assassinato, cumpre a função social de tentar evitar que aquilo aconteça no futuro com outras pessoas. Como, por exemplo, “não atravesse em tal lugar porque é perigoso” ou “não passe em tal rua à noite porque é perigoso”. Contudo, muitas vezes não há limite na propagação de imagens das vítimas, o que leva o psicólogo a abordar outro item, as redes sociais. “A facilidade com que se divulga uma informação e o acesso rápido a equipamentos eletrônicos que estão sempre à mão e sempre conectados impulsiona o comportamento de certos divulgadores de notícias. Nesse caso, não só acidentes são alvos dos celulares e das redes sociais, mas também obras de caridade, cultos religiosos, festas e afins. Noticiar pode ser uma forma de empatia com o sofrimento ou alegria alheia”, explica. FONTE:

Por: Copyright© 2018 @Kbym

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