segunda-feira, 17 de agosto de 2015

PENSE NISSO...

O PODER DA IGNORÂNCIA



“Só sei que nada sei” Sócrates. Um dos princípios da mente coerente e dotada de inteligência é esse, a avaliação da própria ignorância ante a infinidade de coisas e possibilidades que existem.

Para alguns historiadores a sociedade como um todo está em decadência, a atrofia cerebral é tamanha que a humanidade padece da doença da ignorância. Causadoras, inclusive, de modificações físicas do órgão, deteriorando-o  biologicamente e regressando o homem ao instinto primário. A salubridade do cérebro corresponde a alimentação de suas cargas eletroquímicas através de seus sentidos (visão, paladar, audição, tato, olfato), no entanto, só tê-los não torna um homem apto a um cérebro eficaz. É necessário fazer bom uso deles..

Diante dos bilhões de seres humanos, poucos revelam capacidade cognitiva para ir além daquilo que a sociedade impõem.“A chave misteriosa das desgraças que nos afligem é esta; e somente esta: a Ignorância! Ela é a mãe da servilidade e da miséria” Rui Barbosa jurisconsulto no século XIX. A ignorância, ou seja, ignorar, não saber, faz do homem uma massa frustrada e ignóbil facilmente levado por qualquer poder. É atribuída a ignorância guerras, crimes, atentados, fome,etc. Mesmo países ricos dominados por poucos, a população amarga as piores mazelas sociais devido a ignorância de não saber onde, como e o que fazer.
“A diferença entre um homem sábio e um homem ignorante é a mesma entre um homem vivo e um cadáver.” Aristóteles

Pensadores, filósofos, cientistas “adivinharam” o que ocorreria a humanidade muito tempo depois de professarem suas palavras, baseados em suas pesquisas, análises e recorrentes buscas de conhecimento. Para eles nunca tantos usufruiriam daquilo que tão poucos fariam. Como flagelo da humanidade e a limitada condição do homem que prefere usar a força a pensar, a ignorância mudou conceitos, deturpou ações e se alastrou como uma epidemia. Hoje honestidade, caráter, justiça  são coisas, basicamente, de gente fraca e burra, logo vergonhosas.

A busca do saber, para pensar e agir sempre acompanhou a humanidade. Engana-se quem pensa que é necessário um cérebro geneticamente superior para sair do rebanho. Semelhante a um músculo que precisa de exercício para se desenvolver, o cérebro de muitos gênios eram considerados normais, mesmo ao demonstrar propensão a uma temática, foi sua capacidade de desenvolvê-la que fez a diferença. Também não se trata de conhecer uma área como: medicina, física, matemática, etc, que apesar de importante para o desenvolvimento individual e social, não o tornariam imune a  massificação.

O Estudioso e pesquisador  Bernardino Carleial Psicólogo da Universidade de Minas Gerais. Relata que o estimulo cerebral deve ser continuo e qualitativo, não basta ler, temos que ler o que é relevante. Não é só ouvir música, é importante, por vezes, ser inteligível. Que olhemos e sintamos algo que nos inspire, as artes, a própria natureza. Aquilo que alimentamos o cérebro será naturalmente o comportamento externo. Alguns afirmam que a ignorância alivia o sofrimento. Já que se não sabemos, não sofremos. Nesse caso podemos incorrer em duas possibilidades, sofrer por  atrofiar o cérebro e a precária expectativa de vida pela pobreza intelectual.

Por: http://www.publikador.com/

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