TOFFOLI DEIXA RELATORIA DE INVESTIGAÇÃO SOBRE O BANCO MASTER
MINISTRO DECIDIU DEIXAR CARGO APÓS PF APONTAR CITAÇÕES DO NOME
DELE
| ASCOM - STF |
COMENTÁRIO: "Isso é muito Brasil!. Um país democrático que vive cheio de
escândalos de corrupção, desde o cidadão do mais simples cargo, até o mais alto escalão
de cargos públicos existentes. Prefeitos, governadores, presidente, “Zé da Banca”. Como
acreditar nas instituições públicas brasileiras? É inadmissível que um ministro
da maior suprema corte do país (STF), seja citado no escândalo do Banco Master.
Mas isso é muito comum em meu país, pois a população tentam dar um “Golpe de Estado”,
tirando selfies sentados em cadeira de ministros do STF, tomando banho nas águas
do planalto e fazendo vídeos para postarem no Tik Tok e Kwai. Em qualquer país do mundo, isso seria motivo para fastamento, condenações, perca de mandato e até pena de morte, mas aqui em meu país é muito comum esse tipo de conduta de autoridades. Isso é muito
Brasil!" (Flávio Santos)
O ministro
Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu para deixar a relatoria
do inquérito que trata das fraudes do Banco Master.
O pedido foi
feito após reunião convocada pelo presidente da Corte, Ministro Edson Fachin,
para tratar do relatório da investigação da Polícia Federal (PF) que apontou
menções ao ministro encontradas em mensagem de celular do banqueiro Daniel
Vorcaro, dono do Master.
A partir de
agora, caberá a Fachin fazer redistribuição do caso para outro ministro.
Em nota
oficial, os membros da Corte demonstraram apoio a Toffoli e afirmaram que
não há motivos para suspeição ou impedimento do ministro.
“[Os ministros] Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min.
Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a
inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência
atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e Procuradoria Geral
da República”, declarou a Corte.
A nota
ressalta que a saída do processo foi a pedido de Toffoli.
"Registram, ainda, que a pedido do Ministro
Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do
Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e
considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo
Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua
Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que
a Presidência promova a livre redistribuição".
Reunião:
Durante
reunião, que durou cerca de três horas, os ministros tomaram ciência do
relatório da PF que mostra menções a Toffoli no celular de Vorcaro, que
teve o aparelho apreendido durante busca e apreensão. A menção está em segredo
de Justiça.
Os ministros
também ouviram a defesa de Toffoli, que pediu para continuar na relatoria
do caso. Contudo, diante da pressão pública para deixar o caso, o ministro
aceitou deixar o comando do processo, que terá um novo relator.
Desde o mês
passado, Toffoli é criticado por permanecer na condição de relator do caso após
matérias jornalísticas informarem que a Polícia Federal encontrou
irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo comprou
uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que era de propriedade
de familiares do ministro.
Mais cedo,
Toffoli divulgou nota à imprensa, confirmando que é um dos sócios do resort e disse
que não recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro.
>> Veja íntegra da nota oficial do STF:
Nota do
oficial dos dez ministros do STF
Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de
fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS,
declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do
disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento
Interno do STF.
Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo
Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os
processos a ela vinculados por dependência.
Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli,
respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição
ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos
formulados pela Polícia Federal e Procuradoria Geral da República.
Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando
em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o
bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos
interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos
todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos
feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre
redistribuição.
A Presidência adotará as providências processuais necessárias,
para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator.
Assinam:
Luiz Edson
Fachin, Presidente
Alexandre de Moraes, Vice-Presidente
Gilmar Mendes
Cármen Lúcia
Dias Toffoli
Luiz Fux
André Mendonça
Nunes Marques
Cristiano Zanin
Flávio Dino... FONTE:
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