TARAUACÁ REALIZA NOVENÁRIO DE SÃO FRANCISCO A PARTIR DE 24 DE SETEMBRO ATÉ 04 DE OUTUBRO
A Paróquia de
São José já se prepara para organizar as coordenações que farão os trabalhos
para organização do Novenário de São Francisco de Tarauacá/Ac. As reuniões
estão sendo realizadas com os responsáveis para que seja realizada a maior
festa religiosa de São Francisco.
A preparação
das equipes para a grande festa do Novenário de São Francisco está sendo promovidas.
A maior festa religiosa do Município se iniciará dia 24 de setembro, sendo finalizando dia 04 outubro com a
procissão e com atividade Religiosa e Social em nosso município.
HISTÓRIA: São Francisco de Assis nasceu em Assis, Itália, em 1182. Era
filho de Pedro Bernardone, um rico comerciante, e Pia, de família nobre da
Provença. Na juventude, Francisco era muito rico e esbanjava dinheiro com
ostentações. Porém, os negócios de seu pai não lhe despertaram interesse, muito
menos os estudos. O que ele queria mesmo era se divertir. Porém, São
Boaventura, seu contemporâneo, escreveu sobre ele: “Mas, com o auxílio divino,
jamais se deixou levar pelo ardor das paixões que dominavam os jovens de sua
companhia”.
Vida de São
Francisco
Na juventude
de Francisco, por volta de seus vinte anos, uma guerra começou entre as cidades
italianas chamadas Perugia e Assis. Ele queria combater em Espoleto, entre
Assis e Roma, mas caiu enfermo. Durante a doença, Francisco ouviu uma voz
sobrenatural. Esta lhe pedia para ele “servir ao amor e ao Servo”. Pouco a
pouco, com muita oração, Francisco sentiu em seu coração a necessidade de
vender seus bens e “comprar a pérola preciosa” sobre a qual ele lera
no Evangelho.
Certa vez,
ao encontrar um leproso, apesar da repulsa natural, venceu sua vontade e beijou
o doente. Foi um gesto movido pelo Espírito Santo. A partir desse momento, ele
passou a fazer visitas e a servir aos doentes que sem encontravam nos
hospitais. Aos pobres, presenteava com suas próprias roupas e também com o
dinheiro que tivesse no momento.
O Chamado
Num dia
simples, mas muito especial, num momento em que Francisco rezava sozinho na
Igreja de São Damião, em Assis, ele sentiu que o crucifixo falava com ele,
repetindo por três vezes a frase que ficou famosa: “Francisco, repara
minha casa, pois olhas que está em ruínas”. O santo vendeu tudo o que tinha e
levou o dinheiro ao padre da Igreja de São Damião, e pediu permissão para viver
com ele. Francisco tinha vinte e cinco anos.
Pedro
Bernardone, ao saber o que seu filho tinha feito, foi buscá-lo indignado,
levou-o para casa, bateu nele e acorrentou-o pelos pés. A mãe, porém, o
libertou na ausência do marido, e o jovem retornou a São Damião. Seu pai foi de
novo buscá-lo. Mandou que ele voltasse para casa ou que renunciasse à sua
herança. Francisco então renunciou a toda a herança e disse: “As roupas que
levo pertencem também a meu pai, tenho que devolvê-las”. Em seguida se desnudou
e entregou suas roupas a seu pai, dizendo-lhe: “Até agora tu tem sido meu pai
na terra, mas agora poderei dizer: ‘Pai nosso, que estais nos céus”.
Renúncia de
São Francisco de Assis
Para reparar
a Igreja de São Damião, Francisco pedia esmola em Assis. Terminado esse
trabalho, começou reformar a Igreja de São Pedro. Depois, ele retirou-se
para morar numa capela com o nome de Porciúncula. Ela fazia parte da
abadia de Monte Subasio, cuidada pelos beneditinos. Ali o céu lhe mostrou o que
realmente esperava dele.
O trecho do
Evangelho da Missa daquele dia dizia: “Ide a pregar, dizendo: o Reino de
Deus tinha chegado. Dai gratuitamente o que haveis recebido gratuitamente. Não
possuas ouro, nem duas túnicas, nem sandálias…” A estas palavras,
Francisco tirou suas sandálias, seu cinturão e ficou somente com a túnica.
Milagres de
São Francisco de Assis
Deus lhe
concedeu o dom da profecia e o dos milagres. Quando Francisco pedia esmolas com
o fim de restaurar a Igreja de São Damião, ele dizia:“Um dia haverá ali um
convento de religiosas, em cujo nome se glorificará o Senhor e a Igreja“. A
profecia se confirmou cinco depois com Santa Clara e suas religiosas. Ao curar,
com um beijo, o câncer que havia desfigurado o rosto de um homem, São
Boaventura comentou para São Francisco de Assis: “Não se há que admirar mais o beijo
do que o milagre?”
Fundação da
Ordem dos Frades Menores (O.F.M.)
Francisco
começou a anunciar a verdade, no ardor do Espírito de Cristo. Convidou outros a
se associarem a ele na busca da perfeita santidade, insistindo para que
levassem uma vida de penitência. Alguns começaram a praticar a penitência e em
seguida se associaram a ele, partilhando a mesma vida. O humilde São Francisco
de Assis decidiu que eles se chamariam Frades Menores.
Surgiram
assim os primeiros 12 discípulos que, segundo registram alguns documentos,
“foram homens de tão grande santidade que, desde os Apóstolos até hoje, não viu
o mundo homens tão maravilhosos e santos”. O próprio Francisco disse em
testamento: “Aqueles que vinham abraçar esta vida, distribuíam aos pobres tudo
o que tinham. Contentavam-se só com uma túnica, uma corda e um par de calções,
e não queriam mais nada”. Os novos apóstolos reuniram-se em torno da pequena
igreja da Porciúncula, ou Santa Maria dos Anjos, que passou a ser o berço
da Ordem.
A nova ordem
religiosa de São Francisco de Assis
Em 1210,
quando o grupo contava com doze membros, São Francisco de Assis redigiu uma
regra pequena e informal. Esta regra era, na sua maioria, os conselhos de Jesus
para que possamos alcançar a perfeição. Com ela foram a Roma apresentá-la ao
Sumo Pontífice. Lá, porém, relutavam em aprovar a nova comunidade. Eles achavam
que o ideal de Francisco era muito rígido a respeito da pobreza. Por fim,
porém, um cardeal afirmou: “Não podemos proibir que vivam como Cristo
mandou no Evangelho”.
Receberam a
aprovação e voltaram a Assis, vivendo na pobreza, em oração, em santa alegria e
grande fraternidade, junto a Igreja da Porciúncula. Mais tarde, Inocêncio III
mandou chamar São Francisco de Assis e aprovou a regra verbalmente. Logo em
seguida o papa impôs a eles o corte dos cabelos, e lhes enviou em missão de
pregarem a penitência.
São
Francisco de Assis, um exemplo de vida
São
Francisco de Assis manifestava seu amor a Deus por uma alegria imensa, que se
expressava muitas vezes em cânticos ardorosos. A quem lhe perguntava qual a
razão de tal alegria, respondia que “ela deriva da pureza do coração e da
constância na oração”.
A santidade
de São Francisco de Assis lhe angariou muitos discípulos e atraiu também uma
jovem, filha do Conde de Sasso Rosso, Clara, de 17 anos. Desde o momento em que
o ouviu pregar, compreendeu que a vida que ele indicava era a que Deus queria
para ela. Francisco tornou-se seu guia e pai espiritual. Nascia assim a Ordem
Segunda dos Franciscanos, a das Clarissas. Depois, Inês, irmã de Clara, a
seguia no claustro; mais tarde uma terceira, Beatriz se juntou a elas.
Sabedoria
divina
Certa vez,
São Francisco de Assis, sentindo-se fortemente tentado pela impureza, deitou-se
sem roupas sobre a neve. Outra vez, num momento de tentação ainda mais
violenta, ele rolou sobre espinhos para não pecar e vencer suas inclinações
carnais.
Sua
humildade não consistia simplesmente no desprezo sentimental de si mesmo, mas
na convicção de que “ante os olhos de Deus o homem vale pelo que é e não mais”.
Considerando-se indigno do sacerdócio, São Francisco de Assis apenas chegou a
receber o diaconato. Detestava de todo coração o exibicionismo.
Uma vez
contaram-lhe que um dos irmãos amava tanto o silêncio que até quando ia se
confessar fazia-o por sinais. São Francisco respondeu desgostoso: “Isso
não procede do Espírito de Deus, mas sim do demônio; é uma tentação e não um
ato de virtude”. Francisco tinha o dom da sabedoria. Certa vez, um frade lhe
pediu permissão para estudar. Francisco respondeu que, se o frade repetisse com
amor e devoção a oração “Glória ao Pai”, se tornaria sábio aos olhos de
Deus. Ele mesmo, Francisco, era um grande exemplo da sabedoria dessa maneira
adquirida.
São
Francisco de Assis e os animais
A
proximidade de Francisco com a natureza sempre foi a faceta mais conhecida
deste santo. Seu amor universalista abrangia toda a Criação, e simbolizava um
retorno a um estado de inocência, como Adão e Eva no Jardim do Éden.
Os estigmas
de São Francisco de Assis
Dois anos
antes de sua morte, tendo Francisco ido ao Monte Alverne em companhia de alguns
de seus frades mais íntimos, pôs-se em oração fervorosa e foi objeto de uma
graça insigne.
Na figura de
um serafim de seis asas apareceu-lhe Nosso Senhor crucificado que, depois de
entreter-se com ele em doce colóquio, partiu deixando-lhe impressos no corpo os
sagrados estigmas da Paixão. Assim, esse discípulo de Cristo, que tanto
desejara assemelhar-se a Ele, obteve mais este traço de similitude com o Divino
Salvador.
Devoção a
São Francisco de Assis
No verão de
1225, Francisco esteve tão enfermo, que o cardeal Ugolino e o irmão Elias o
levaram ao médico do Papa, em Rieti. São Francisco de Assis perguntou a verdade
e lhe dissessem que lhe restava apenas umas semanas de vida. “Bem vinda, irmã
Morte!”, exclamou o santo.
Em seguida
pediu para ser levado à Porciúncula. Morreu no dia três de outubro de 1226, com
menos de 45 anos, depois de escutar a leitura da Paixão do Senhor. Ele queria
ser sepultado no cemitério dos criminosos, mas seus irmãos o levaram em solene
procissão à Igreja de São Jorge, em Assis.
Ali esteve
depositado até dois anos depois da canonização. Em 1230, foi secretamente
trasladado à grande basílica construída pelo irmão Elias. Ele foi canonizado apenas
dois anos depois da morte, em 1228, pelo Papa Gregório IX. Sua festa é
celebrada em 04 de outubro.
Oração a São
Francisco de Assis
Senhor,
fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver
ódio, que eu leve o amor;
Onde houver
ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver
discórdia, que eu leve a união;
Onde houver
dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver
erro, que eu leve a verdade;
Onde houver
desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver
tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver
trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre,
Fazei que eu procure mais
Consolar,
que ser consolado;
Compreender,
que ser compreendido;
Amar, que
ser amado.
Pois, é
dando que se recebe,
É perdoando
que se é perdoado,
E é morrendo
que se vive para a vida eterna.
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