LITRO DA GASOLINA CHEGA A R$ 7 EM MUNICÍPIO ISOLADO NO INTERIOR DO
ACRE
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Litro da gasolina chega a R$ 7 em município
isolado no interior do Acre — Foto: Kezio Araújo/ Fala Jordão
Preço já
chegou a R$ 10, segundo moradores. Transporte fluvial deixa os produtos mais
caros.
Distante 395
km de Rio Branco, na cidade de Jordão, no interior do Acre, o litro da gasolina
é vendido por R$ 7. O município tem pouco mais de 8 mil habitantes e tem o rio
como sua principal via de acesso e a população tem um dos maiores custos de
vida do país.
Para viajar
para outras cidades, os moradores levam até 12 dias de viagem de barco e pagam
R$ 7 pelo litro da gasolina.
Diferente
das outras regiões do país, em Jordão, o fator principal para a inflação é o
nível de água do Rio Tarauacá, que liga a cidade aos outros municípios do Acre.
Quando o rio está com pouca água e possibilita a navegação de embarcações de
médio porte, os preços têm uma redução. Mas, em período de estiagem, tudo sofre
reajuste.
Os
combustíveis, por exemplo, ainda estão com um preço razoável nesse período do
ano, na opinião dos moradores. Isso porque em maio, o rio ainda permite navegar
com certa facilidade. Mesmo assim, a gasolina atualmente custa R$ 7 e o óleo
diesel R$ 5.
Para a
servidora pública Andreia Oliveira, esse preço ainda não é de assustar, pois na
pequena cidade já se chegou a pagar R$ 10 pelo litro do combustível.
“Por enquanto, a população acha caro, mas já
ficou pior. Aqui já chegou a ficar a R$ 10. Então, agora não tem tanta
reclamação”, disse a moradora.
O prefeito
de Jordão, Elson Farias, explica que os custos com o transporte dos produtos da
cidade vizinha de Tarauacá tornam os preços dos produtos no município mais
caros.
“Se for
avaliar o comerciante não ganha muita coisa não, porque se for colocar
custo/benefício, sai muito caro deslocar um barco de Tarauacá para o Jordão. No
verão, você não chega nem com cinco tambores de combustível em uma canoa.
Então, o ideal era que tivesse uma política diferenciada para esses municípios
isolados, mas, enquanto não tiver, a gente vai continuar sofrendo com isso”,
avalia o prefeito.FONTE:
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