terça-feira, 11 de abril de 2017

A LAVA JATO CHEGA AO ACRE: "CASA CAIU"

OPERAÇÃO LAVA JATO
EM NOTA, O GOVERNADOR DO ACRE AFIRMOU TER 'UM HISTÓRICO DE COMBATE À CORRUPÇÃO' E DISSE DEFENDER 'A APURAÇÃO DE QUALQUER FATO SUSPEITO E A PUNIÇÃO DE QUALQUER UM QUE TENHA CULPA PROVADA'.

A PGR pediu para investigar Tião Viana (PT), governador do Acre, suspeito de receber R$ 2 milhões da Odebrecht na campanha de 2010 (Foto: Pedro França/Agência Senado)]
A PGR pediu para investigar Tião Viana (PT), governador do Acre, suspeito de receber R$ 2 milhões da Odebrecht na campanha de 2010 (Foto: Pedro França/Agência Senado)

MAIS AQUI

O governador do Acre, Tião Viana (PT), é investigado em inquérito autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Sebastião Afonso Viana Macedo Neves será investigado junto com seu irmão, Jorge Viana (PT), senador, ex-governador do Acre e ex-prefeito de Rio Branco.
A PGR fez o pedido com base nas delações dos ex-executivos da Odebrecht. Fachin autorizou inquéritos para investigar 9 ministros, 29 senadores, 42 deputados e 3 governadores,  segundo o jornal "O Estado de S. Paulo".
Segundo o Ministério Público, o senador Jorge Viana pediu dinheiro para campanha eleitoral de seu irmão, Tião Viana, ao governo do Acre, em 2010. Os delatores Hilberto Mascarenhas e Marcelo Odebrecht disseram na delação da empreiteira que repassaram R$ 2 milhões à campanha de Tião Viana, sendo R$ 500 mil como doação oficial.

Os delatores afirmaram que o valor foi descontado da cota global do Partido dos Trabalhadores (PT), o pagamento contou com a anuência de Antônio Palocci, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, e o pagamento foi efetuado pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, mais conhecido como "setor de propinas" da empreiteira, com a utilização de offshores. O apelido utilizado pela Odebrecht foi "menino da floresta".

Em nota, o governador do Acre, Tião Viana (PT), afirmou ter "um histórico de combate à corrupção como ativista político, senador da República e governador do Acre" e disse defender "a apuração de qualquer fato suspeito e a punição de qualquer um que tenha culpa provada". "Tenho integridade, coerência e coragem para não aceitar a sanha condenatória de setores poderosos que destroem reputações tomando apenas a delação interessada de corruptos apanhados no crime".

Segundo a PGR, "'a existência de fatos que, em tese, amoldam-se à figura típica contida no artigo 350 do Código Eleitoral". FONTE: 

Por: Copyright© 2017 @Kbym

Nenhum comentário: